domingo, 4 de outubro de 2026

Magnetismos fóbicos

A cortina se enrolou ao toque de um botão no controle remoto, e aos poucos, revelou uma visão de arrepiar os cabelos.
Por trás de uma parede massiva de vidro havia o fundo do oceano. 
Era aterrador de uma forma magnética. Estávamos, inexplicavelmente submersos, no nível do chão, onde a areia parecia ter sido completamente varrida. Faixas vem distintas, em diferentes tons de marrom estendiam-se até misturarem-se ao longe com o peso negro-cinza de toneladas de litros de águas imóveis.
A superfície, o céu, o ar, o fim daquilo, pareciam tão longe quanto uma outra vida.
No entanto, havia uma estranha luz leve, azulada. Uma espécie de bruma que brilhava serpenteando bem próximo da areia. Vinha de lugar nenhum.
Era uma cena tão anti natural que me fez gritar de horror. A qualquer momento aquela sala poderia ser engolida pela pressão da água.
Meu castigo seria dormir ali. Havia uma cama e nenhuma outra opção.
Fecharam a porta atrás de mim e senti que ia desmaiar.
Minha mente e meu corpo não teriam descanso. Era como se já estivesse morrendo sufocada, esmagada por estilhaços e agua.
Olhei novamente para a terrivel janela de águas negras: vazias de qualquer vestígio de vida.
Meu corpo todo amoleceu.

Sacrifício

Está tarde, estou cansada. As frases inteiras que borbulhavam em mim logo cedo, se foram. Meu pensamento esta parado. Cabeça, pescoço, coraç...