sábado, 6 de junho de 2026

Orcinus Orca e a Samsara

Sentindo uma leve sintonia com a mãe natureza; com "meus" espaços, que não me pertencem no sentido de posse, mas que no futuro, de alguma forma, possa vir a cohabitá-los com as plantas e animais que ali morarem.
Nada na terra é nosso, mas ainda assim vivemos fortemente sob essa ilusão. Sejam bens materiais, terrenos, casas, pessoas, animais...
O fim, como assim imaginamos, provavelmente não é o final.
Talvez nem mesmo o conhecimento nós não possamos levar...será? De repente uma doença pode te fazer esquecer de tudo, passado, presente, e então?
Impermanência. A palavra mais difícil para grande parte dos seres humanos. Incluso para mim.

Está um silêncio aqui, mas não me sinto mal.
Preciso fazer um golden e uma coruja. Qual começarei primeiro? Assim que abandonar minhas barreiras perfeccionistas, um deles começará a surgir.

Sonho com mares, lagoas de superfícies opacas. Toneladas de águas com pouca visibilidade. Peixes enormes balançando nadadeiras para longe de mim, sumindo na turbidez opulenta das águas.
Sinto medo. Medo dos mundos submersos em que algumas noites me encontro.
Por que os mistérios dos oceanos e dos lagos me eletrizam? Por quê esse medo é um imã delicioso e terrível ao mesmo tempo?

Orca, Orcinus Orca. Seria outra coincidência que o animal de águas que mais me atraia, me aterrorize e gere fascínio seja a baleia do submundo de Orcus?


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Love decay

I feel the blow to turn around Make love revive just one more time Can we be creatures of the night? I’m cursed to love in darkness..