quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Kelly

Kelly perde a oportunidade de fugir com vida quando, ao invés de aguardar algumas horas pelo caminhão-carona que vai levá-la para liberdade, opta por vingar-se de algumas pessoas.

Ela adentra armada no pequeno comércio de um de seus carrascos, rende o proprietário e toma o dinheiro que sente que sempre lhe pertenceu. Entra sem máscaras, mostrando a cara porque em breve terá cruzado a fronteira.

Ela ri escancaradamente ao sair com dinheiro na bolsa.

Com a adrenalina a mil ela caminha a passos largos para o depósito de M. Entra por um salão de cabeleireiros e ao fundo atravessa uma porta que leva a um corredor. O dono do salão grita coisas que ela não escuta. Os ouvidos latejam de sangue quente.

Ela entra na segunda sala à esquerda e surpreende M. Toma para si mais dinheiro, babando de euforia. Atira em M. e parte.

De volta ao lugar combinado, aguardando o transporte, Kelly é rendida por dois homens que a levam vendada no porta-malas de um carro durante muito tempo.

Quando a carapuça é retirada ela vê a praia e o mar mais lindos antes de ser executada com um tiro nas costelas disparado pelo próprio M.

Kelly não tem tempo de se arrepender.

Sacrifício

Está tarde, estou cansada. As frases inteiras que borbulhavam em mim logo cedo, se foram. Meu pensamento esta parado. Cabeça, pescoço, coraç...